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Terceiro setor é tema de encerramento do Encont
12/09/2008 - por Rodrigo Matias

O palestrante Marcelo Monello falou sobre o papel do contabilista nas empresas do terceiro setor. Esta foi a última palestra do 5º Encontro de Ciências Contábeis, que se encerrou nesta quinta.

O palestrante Marcelo Monello falou sobre o papel do contabilista nas empresas do terceiro setor. Esta foi a última palestra do 5º Encontro de Ciências Contábeis, que se encerrou nesta quinta.

O 5º Encontro de Ciências Contábeis acabou nesta quinta-feira, 11. A semana, que teve como tema o mercado de ações, contou em seu encerramento com a palestra “Contabilidade no terceiro setor/Responsabilidade Social do Contabilista”. Quem falou foi o contabilista Marcelo Roberto Monello, conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP).

Monello explicou que o terceiro setor é aquele que compõe empresas sem fins lucrativos. Entretanto, toda entidade necessita de superávit (lucro) para funcionar. Assim, esse lucro não pode ser distribuído entre os sócios e serve apenas para a manutenção da empresa. “A não lucratividade não quer dizer que não há resultados”, explica.

Toda empresa do terceiro setor é uma organização não-governamental (ONG) e tem como eixo a responsabilidade social. “A característica básica do terceiro setor é a cooperação da sociedade civil desempenhando ações do primeiro setor”. A sociedade faz o que o governo deveria fazer, e em troca ele dá incentivos fiscais.

As ONGs podem ser classificadas em duas categorias: associação e fundação. A primeira começa com um grupo de pessoas, que investem juntos para defender uma causa. Já a segunda tem seu início com a doação do fundador, e ele determina a finalidade desta fundação. “Hoje 94% das entidades são associações civis e 6% são fundações”, compara Monello. Para ele, essa diferença gritante ocorre pela maior flexibilidade administrativa e menor fiscalização pelo Ministério Público nas associações.

“O terceiro setor está crescendo” e a grande necessidade é de profissionalização. “Ele está em processo de formulação. Há leis que necessitam de aprimoramentos. São necessários contabilistas que saibam lidar com algumas lacunas”, avisa o conselheiro do CRC.

Neste contexto, o desafio dos contadores é transformar as informações das instituições em informações contábeis. “É preciso conhecer a linguagem, a forma, temos que estar ligados no setor”, aconselha Monello. “O profissional deve ser ético, conhecedor dessa legislação, ter uma ampla visão para saber qual caminho utilizar, de forma legal, na hora de economizar recursos”, explica o professor Wanderley Gazeta, coordenador do curso de Pós-graduação em Gestão do Terceiro Setor e do curso de Ciências Contábeis do Unasp.

A experiência de um contador numa empresa do terceiro setor pode ser um grande diferencial. “Entre dois profissionais igualmente qualificados, quem já se engajou em alguma ONG tem uma vantagem bem significativa”, afirma o palestrante.

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